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Reitor do Pedro II diz que não acionou a PF

RIO - Dos dez alunos do Pedro II apreendidos durante uma ação da Polícia Federal no entorno do campus do Humaitá na última sexta-feira, apenas três estavam com drogas, numa pequena quantidade. Segundo o reitor do Pedro II, Oscar Halac, os jovens foram abordados do lado de fora da unidade. Halac — que, no dia do incidente, divulgou uma nota informando ter requerido “o auxílio da Polícia Federal para o combate ao tráfico de drogas nas imediações” dos colégios — esclareceu que a reitoria não chamou a PF para conduzir os estudantes.

— Eu não chamei a Polícia Federal. Existe um trabalho desenvolvido entre o Colégio Pedro II e a Polícia Federal de combate às drogas. A PF tem, inclusive, comparecido a alguns colégios do Pedro II para realizar palestras. Há cerca de dois meses, recebemos denúncias de vendas de drogas nas portas de nossos campi. E a PF estava em trabalho por causa da possível existência de tráfico nas imediações dos campi do Pedro II, não só naquele campus. Ela estava lá trabalhando e flagrou os estudantes. Não foi uma operação para pegar os estudantes — explicou Halac.

Procurada, a PF não se manifestou. Para o reitor, os três estudantes, que têm 13 e 14 anos, devem ser tratados como usuários de entorpecentes e receber apoio da família.

— Alguns tinham drogas nas mochilas, sim, mas em quantidade para fazer um cigarro de consumo. Não havia e não há no auto de registro desta operação nenhuma menção a tráfico de drogas — completou. — Eles serão punidos conforme o código de ética, por terem cometido um ato ilícito uniformizados, mas isso vai ser discutido no âmbito da escola — disse o reitor, acrescentando que os três foram encaminhados ao Conselho Tutelar na presença dos pais.

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