RIO — Arco do Teles e Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O que esse lugares têm em comum? Além de localizados no Centro do Rio, são palco de lendas urbanas da cidade. No primeiro, viveu Bárbara dos Prazeres, que tornou-se bruxa para manter a juventude e beleza eternas. Já na Alerj, onde funcionou uma cadeia na qual Tiradentes ficou preso por três anos, funcionários já relataram ter visto o fantasma do líder da Inconfidência Mineira vagando pelo prédio. Em plena sexta-feira 13, essas e outras histórias serão contadas para os participantes de um passeio inusitado, organizado pelo guia Johnattan da Matta, da agência Revelando o Brasil.
— A partir de algumas pesquisas, descobri que são muitas as lendas e histórias de terror que ocorreram na cidade. Nesse tour é possível conhecer o Rio de uma maneira diferente e a sexta-feira 13 veio a calhar para colocar a ideia em prática — disse da Matta.
O passeio começa por volta das 18h, no Arco do Teles, na Praça XV, percorrerá a Avenida Primeiro de Março e continua até Theatro Municipal, na Cinelândia. A previsão é de que o programação tenha duração de 2h e meia. Ao final da caminhada, os participantes podem fazer uma contribuição voluntária, para ajudar na continuidade do projeto.
Pra quem acha que conhecer as histórias mal assombradas do Rio ainda sob a luz do dia é uma boa alternativa, a agência Sou+Carioca também pretende realizar hoje mais uma edição do seu passeio temático “lendas urbanas”. O grupo de participantes será levado pelas ruas do Centro pela guia Dida Jeronymo, formada em artes cênicas, que pretende contar as histórias de maneira teatralizada. Segundo a idealizadora da Sou+Carioca, Gabriela Palma, a agência já realiza esse passeio há dois anos e percebe que o número de interessados pelo evento têm aumentado. Nessa sexta, o tour será iniciado às 15h, na Praça XV, ao lado da estátua de General Osório.
— Em uma edição realizada há cerca de quatro meses, tivemos a participação de mais de 100 pessoas. Acredito que o que mais desperta o interesse é que saímos do óbvio. Contamos a história da cidade e de locais públicos por outro viés e com uma linguagem própria — afirmou Gabriela.
A data marcada no calendário pode ser sinônimo de má sorte, mas também é pretexto para os amantes de filmes de terror colocarem o catálogo cinematográfico em dia. Logo no início da noite, o Cine Joia, em Copacabana, pretende reunir os amantes desse estilo para um Cine Clube especial. Às 18h, será exibido “A Hora do Pesadelo”, de Wes Craven ; às 20h, o “Brinquedo Assassino” de Tom Holland e às 23h, como não poderia faltar neste dia, o clássico “Sexta-feira 13”. de Sean Cunninghan. O ingresso para cada sessão custa R$4.
Em separado, tanto a sexta-feira como o número 13 já são carregados de superstições. Quando os dois símbolos se juntam há quem diga que é a oportunidade certa para tudo dar errado. Em relação ao dia da semana, a sexta-feira teria sido reconhecida como amaldiçoada por ser a data em que Jesus Cristo foi crucificado. Já as teorias sobre o número 13, podem ter surgido por ser o número que representa a quantidade de pessoas reunidas na Santa Ceia, ou a quantidade de bruxas em um clã.

