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Posto de saúde de Botafogo está lotado para vacinação contra febre amarela

RIO - A procura pela vacina contra a febre amarela no município continua grande. Na manhã desta segunda-feira, o Centro Municipal de Saúde Dom Helder Câmara, em Botafogo, tem uma movimentação intensa. Por volta das 9h, era praticamente impossível circular no na unidade. Mais cedo, a fila chegava na calçada e ia até uma esquina próxima. Em compensação, o número de doses disponíveis aumentou de 180 para 260 por dia. Metade no período da manhã e o restante na parte da tarde.

A doméstica Maria da Conceição, de 45 anos, disse que veio da Baixada Fluminense para ser vacinada em Botafogo:

- Saí de casa às 3h30m porque lá em Caxias a vacina ainda não chegou. Não tem jeito, preciso enfrentar essa fila para vacinar a menina. Mas agora o número de doses aumentou. Pezão está evoluindo - disse Maria, que está acompanhada de uma parente e da menina Júlia, de 2 anos.

A comerciante Mônica Motta dos Santos de Oliveira Leite, de 46 anos, mora no Flamengo e conta que chegou às 7h no posto. Ela ela reclamou de não ter podido reservar senha para seus dois filhos estão que estão na escola.

- Cheguei no posto 7h demorei uma hora e 30 minutos para ser cadastrada com meu marido. Agora estou esperando porque disseram que a média de espera para receber a vacina é de duas horas. Estou com muito medo e, por precaução, vim me vacinar porque na Semana Santa vamos viajar para Macaé. E está tendo muito problema volta, como em Casimiro de Abreu, por exemplo. Lamento por não ter conseguido colocar o nome dos meus filhos na lista . Eles estão na escola, têm prova. Não posso tirá-los de lá para ficar numa fila. O movimento grande assusta, mas vou precisar vir novamente esta semana e enfrentar a fila para vacinar meus filhos - comentou.

Já administradora de empresas Zana Aragão, de 63 anos, diz que daqui um mês vai viajar pra Linhares, no Espírito Santo, e que quer se precaver.

- Será a minha segunda dose. O motivo é porque a doença se propagou. Já chegou a Juiz de Fora. E soube que chegou também a Petrópolis, Teresópolis, Friburgo. O governo perdeu o controle.

Uma mulher que pediu para não ser identificada saiu irritada do posto de saúde alegando que tem gente guardando lugar na fila para pessoas que chegam depois.

- É uma falta de respeito. Há pessoas que não tem bom senso - reclamou ela, ao sair do posto com a filha depois de serem vacinadas.

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