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Ordem Pública volta a combater camelôs

O prefeito Marcelo Crivella voltou atrás e decidiu ontem devolver à Secretaria da Ordem Pública (Seop) a coordenação das operações de fiscalização e repressão ao comércio ambulante irregular na cidade. Em janeiro, em um de seus primeiros atos como prefeito, Crivella transferiu todos os agentes responsáveis pelo serviço para a Secretaria municipal de Fazenda. A mudança aparentemente não deu certo, porque os agentes passaram a atuar de forma desarticulada com a Guarda Municipal, que dava proteção às operações. Com isso, multiplicaram-se nas últimas semanas as reclamações sobre a concentração de camelôs que trabalham sem licença em vários pontos do Rio, incluindo os bairros de Copacabana, Madureira e Tijuca. Em dias de jogo no Maracanã, o entorno do estádio também têm ficado lotado de ambulantes.

A decisão de devolver os 260 agentes de Gestão do Espaço Urbano para a Seop foi publicada ontem no Diário Oficial. Secretário de Ordem Pública, Paulo Cézar Amendola disse que, a partir da próxima semana, as operações conjuntas com os fiscais e guardas serão retomadas. O secretário disse não poder avaliar se a decisão tomada em janeiro por Crivella foi ou não um erro:

— Não posso avaliar isso. Ao assumir, essa já era uma decisão tomada. A fiscalização conjunta fará parte de nossa política de reordenamento urbano. Nos próximos dias, vamos planejar como serão as operações — disse Amendola.

Decisão equivocada

O presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, aprovou o retorno dos fiscais à Seop. Segundo ele, as ruas do bairro são uma demonstração mais que evidente que a estratégia de Crivella não deu certo

— Ainda bem que o prefeito reviu a sua decisão equivocada. Os agentes saíram da Seop, e os camelôs chegaram, porque, na prática, não há fiscalização de qualquer espécie. Quando abordamos um guarda municipal, também diz que não é com ele. A Avenida Nossa Senhora de Copacabana, coração do comércio do bairro, por exemplo está tomada por ambulantes clandestinos — criticou Magalhães.

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