RIO - Um protesto de operários das obras do BRT Transbrasil fechou os dois sentidos da Avenida Brasil na manhã de ontem, na altura de Ramos. Os trabalhadores reclamam da falta de pagamento. O consórcio que executa o projeto — formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS — alegou atraso no repasse da prefeitura. A Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, no entanto, negou qualquer dívida com a empreiteira e informou que os pagamentos são liberados mediante a apresentação das faturas.
— Não bastassem as obras, agora é esse protesto prejudicando ainda mais a vida de quem precisa transitar pela Brasil — reclamou o motorista Luiz Eduardo Coutinho.
A secretaria informou que foram pagos ontem ao consórcio R$ 29 milhões relativos a dezembro. O repasse foi confirmado pela empresa, que prometeu retomar hoje a obra. O BRT Transbrasil deve ficar pronto até outubro. A data de entrega anunciada na retomada das obras, em abril passado, era junho, mas o projeto mudou. Agora, o corredor, que iria de Deodoro até o Caju, chegará ao Terminal Américo Fontenelle, atrás da Central do Brasil.



