BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que serão empregados 3 mil militares e 380 policiais rodoviários federais na 17ª operação em rodovias federais de acesso ao Rio de Janeiro feita pelas Forças Armadas, deflagrada nesta quinta-feira. A novidade é que pela primeira vez, segundo ele, os militares atuam conjuntamente com a Polícia Rodoviária Federal no que Jungmann chamou de operação “inteiramente federal”. O plano integrado de segurança está previsto para 4 ou 5 de fevereiro, disse o ministro.
Patrulhamento, bloqueios e ações em caráter surpresa serão feitos em pontos estratégicos de estradas federais com registro elevado de roubos de carga e rota de armas e drogas, como a Via Dutra, o Arco Metropolitano e a BR-101. A intenção é reforçar, além de integrar os esforços, as operações que já eram tocadas pela PRF (Égide) e Forças Armadas (Furacão).
O ministro afirmou que não tinha dados parciais sobre a operação. Jungmann negou que a operação sem a participação das forças de segurança do Rio seja estratégia para evitar vazamentos e outros problemas de falta de integração.
— É pela jurisdição federal do espaço onde vai se dar a ação: as rodovias federais, que já contavam com o trabalho da Polícia Rodoviária Federal e agora teria o reforço das Forças Armadas.
A nova forma de atuação segue o protocolo firmado entre o governo federal e o governo do Rio que delimitou as tarefas de cada parte. Até 5 de fevereiro, segundo Jungmann, estará pronto o plano integrado de segurança para o estado em 2018, que vai trazer detalhamento de ações, metas e parâmetros de monitoramento.
O ministro evitou comentar o resultado do julgamento do ex-presidente Lula no Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4). Questionado, Raul Jungmann apenas citou uma frase em latim que significa “Roma falou, questão encerrada”.



