RIO — O economista, escritor, pastor evangélico e pré-candidato a deputado federal Rubens Teixeira foi alvo de uma operação de promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC) na última quinta-feira. Com um mandato de busca e apreensão, o grupo esteve na casa de Teixeira na quinta-feira na Barra da Tijuca e deixou o local levando computadores e documentos, como revelou a colunista Berenice Seara este sábado em sua coluna no jornal Extra. Em novembro de 2017, o Ministério Público criou uma força tarefa para investigar fraudes praticadas nos contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras, durante a gestão de Teixeira à frente da Diretoria Financeira e Administrativa da estatal. Servidor concursado Banco Central, ele trabalhou cedido para a Transpetro entre 2008 e 2015.
Até abril deste ano, Rubens Teixeira era uma espécie de braço direito e “curinga” do prefeito Marcelo Crivella. Iniciou o governo em 2017 como secretário de Conservação e Meio Ambiente. Em outubro, deixou o cargo para presidir a Comlurb, onde ficou por pouco mais de dois meses. Acabou sendo afastado do cargo por uma liminar: como ele tinha sido candidato a vereador em 2016, não poderia presidir uma empresa estatal em intervalo tão curto de tempo. No fim de janeiro, assumiu a secretaria municipal de Transportes, no lugar do vice-prefeito Fernando Mac Dowell. Teixeira deixou o cargo no início de abril por conta das eleições. Antes de se lançar pré-candidato a deputado federal pelo PRB, o economista chegou a anunciar o interesse de concorrer ao governo do Estado.
Como O GLOBO revelou em novembro, existem seis inquéritos em andamento no MP que investigam a gestão de Teixeira na Transpetro. O jornal tentou localizar Rubens Teixeira sem sucesso. O Ministério Público confirmou a operação, mas não deu detalhes, porque a investigação tem caráter sigiloso. Em um vídeo postado nas redes sociais, Teixeira deu sua versão para a ação do MP.
— De fato, essa é uma situação real. Está ligado a um relatório de auditoria feito pela Transpetro em 2011. Eu questionei esse relatório, que em 2013 vazou para a imprensa. Depois que eu saí da Transpetro, fizeram outro relatório, pressionando as pessoas que trabalharam comigo. Eu levei ao Judiciário essa questão: processei os auditores e o jornalista. O Ministério Público certamente levou em conta o que constava dos relatórios e abriu processos. As coisas estão sendo esclarecidas e em breve tudo virá à tona. Alerto que não tem nada a ver com a Lava Jato. Ninguém me acusou de receber propina. E o Brasil vai ver quem é quem — disse.

