BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o governo encaminhará ao Congresso Nacional o projeto de lei que cria um regime de recuperação das contas públicas para os estados em crise financeira nesta semana.
Questionado sobre a situação do Rio de Janeiro, que não teria recursos para pagar salários nos próximos 30 dias, ele disse apenas que é um ponto importante que tem de ser sinalizado tanto para o Congresso quanto para a Assembleia Legislativa para ter uma aprovação mais rápida possível do projeto de Lei Complementar e dos projetos de implementação das mudanças fiscais no estado.
Ele participou na manhã desta terça-feira da cerimônia do liberação dos recursos das contas inativas do FGTS no Palácio do Planalto. Na saída, ele afirmou que essa medida terá um "impacto positivo forte", mas evitou dar números.
— Certamente tudo isso terá efeito começando neste ano, mas no ano seguinte. O que é importante é que possamos ter no no futuro uma taxa de crescimento brasileira maior do que o que é possível hoje sem inflação — falou o ministro.
— Nossa meta não é só resgatar o crescimento neste ano, mas a taxa de crescimento no anos seguintes.
Sobre a possibilidade de faltar recursos para financiar a habitação, Meirelles foi direto:
— Não. Fizemos cálculos. Há recursos suficientes. Não haverá nenhum tipo de problema nessa área.
Perguntado sobre os dados fracos do varejo em dezembro, ele disse que isso já era esperado.
— O que tem feito com que o processo de retomada da economia brasileira não começasse imediatamente após a mudança da política econômica foi o alto nível de endividamento das pessoas e das empresas — falou o ministro, que completou:
— A boa notícia é que esse processo já está chegando a seu final. Está tudo dentro das previsões que já tínhamos. Esperamos um crescimento levemente positivo no primeiro trimestre e mais consistente ao longo do ano.
Sobre as previsões dos analistas terem ficado abaixo da meta de inflação neste ano, ele disse que é uma notícia extremamente positiva. Ele afirmou que é normal ter inflação mais baixa que o objetivo.
— É absolutamente normal não a inflação acima da meta, mas que oscila em torno da meta com alguns anos acima da meta e alguns anos abaixo da meta.




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