RIO - O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Wolney Dias, admitiu nesta terça-feira , que acontece desde a sexta-feira. Foi o próprio comandante quem pediu ao presidente da Casa, Jorge Picciani, que adiasse a votação do projeto de lei que autoriza a venda a Cedae, temendo um protesto como o que ocorreu na semana passada, quando o projeto foi colocado em discussão. Os dois se reuniram nesta terça-feira, na Alerj.
- Isso trouxe prejuízo para segurança da Alerj, por isso solicitei ao nosso presidente que adiasse a votação. Vamos resolver esse problema da melhor maneira possível, com diálogo, para evitar um trauma - afirmou o coronel.
Segundo Dias, houve "redução significativa" de efetivo da PM na Casa, como a reportagem do GLOBO observou nesta terça. Ele diz que 200 PMs estão designados para atuar na manifestação, quando a Alerj chegou a ter mil policiais em sua Segurança em protestos recentes. O comandate disse que os atos de familiares de policiais "prejudicam, mas não impedem" o deslocamento de efetivos para a assembleia. O coronel também se posicionou sobre as manifestações de PMs:
- As manifestações são legítimas, defendem interesses da familia. Mas isso de forma alguma pode prejudicar a sociedade flumnense.
Dias revelou ainda que assinada pelo presidente Michel Temer. Mas ponderou que "qualquer ajuda é bem-vinda". O coronel também disse que ainda está sendo definido se o Exército participará do esquema de segurança da Alerj nas próximas manifestações.
O presidente da Alerj, Jorge Picciani, disse que Dias pediu a reunião para esclarecer em que prazo os policiais terão horas adicionais e o 13º regularizados a partir da possível obtenção de um empréstimo de R$ 3,5 bilhões, condicionado pelo governo federal à venda da Cedae.
- Meu sentimento é que a Alerj aprovando (o projeto da Cedae), estará dado as condições para que o ministro (Fux) defiria a liminar, e aí é pegar o empréstimo e colocar os salários dos funcionários em dia. E primeiramente os servidores da área de Segurança, que são a grande preocupação do comandante. Ele, que é um homem de diálogo, que está se reunindo com esposas e mães de policiais. Ele está preocupado em saber que timing é esse que conseguimos aprovar e que timing é esse que se consegue esse empréstimo pra zerar essa conta com os servidores, sem a qual não temos nenhuma garantia que esse movimento (dos policiais) possa recrudescer.



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