Início Rio de Janeiro Médicos do Miguel Couto confirmam que mototaxista recebeu tiro na perna e seu estado é grave.
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Médicos do Miguel Couto confirmam que mototaxista recebeu tiro na perna e seu estado é grave.

RIO - A secretaria municipal de Saúde confirmou no início da noite deste sábado que o mototaxista Aderson Silva Andrade Mendes, de 25 anos, está internado no Hospital Miguel Couto, em estado grave. Segundo os médicos, o rapaz apresentava uma perfuração de bala na coxa direita, com entrada e saída; e escoriações decorrentes de uma queda. Aderson foi levado para o hospital depois de ser baleado durante uma perseguição de policiais militares do Batalhão de Choque, no localidade do Laboriaux. Os policiais mandaram o rapaz parar durante uma abordagem, mas ele fugiu porque estava sem capacete e habilitação.

Revoltados, moradores e mototaxista fecharam a Autoestrada Lagoa Barra durante cerca de 40 minutos. A manifestação também interrompeu o trânsito no Túnel Zuzu Angel. O protesto foi reprimido com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral.

A mãe de Aderson, Rosineide Silva Andrade, contou que os policiais fizeram vários disparos contra a moto que estava seu filho e um sobrinho, Fabrício Mendes de Assis, de 26 anos. Ela contou que mesmo depois que os dois caíram, os PMs também atropelaram Aderson.

— Mandaram vários tiros pra cima do meu filho. Quando a moto parou, eles não se deram como contente e jogaram o carro pra cima do meu filho, atropelando ele — afirmou.

A Polícia Militar informou que os policiais militares realizavam uma operação no início da tarde deste sábado para tentar localizar traficantes que trocaram tiros com PMs mais cedo. Na localidade do Laboriaux, mandaram o mototaxista parar, mas ele fugiu. Na perseguição, o rapaz acabou batendo em um carro que estava parado e acabou caindo. Os policiais do Batalhão de Choque negam que tenham atirado, versão contestada por vários moradores.

— Eles fizeram vários disparos. Deram muitos tiros. Sem nenhuma necessidade. E depois que o mototaxista caiu não socorreram — afirmou o lider comunitário Raimundo Benício de Souza, o Seu Lima, de 62 anos.

Primeiro a chegar ao local, o irmão de Aderson, o também mototaxista André Luiz Andrade Mendes, de 28 anos, lembrou que o irmão parecia muito ferido.

— Pensei que ele estivesse morrido. Estava caído cheio de sangue. Os policiais até tentaram impedir que eu o socorresse. Disseram que meu irmão havia caído da moto, mas ele dizia que havia sido baleado na perna — contou André Luiz.

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