Início Rio de Janeiro Jungmann diz que Forças Armadas são apenas ‘auxiliares’ no Rio
Rio de Janeiro

Jungmann diz que Forças Armadas são apenas ‘auxiliares’ no Rio

BRASÍLIA — O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que as Forças Armadas são apenas "auxiliares" no Rio e enfatizou que a liderança das ações é da Secretaria de Segurança Pública do estado. Ele afirmou que há uma expectativa "salvacionista" sobre a ação das Forças, mas que não é possível resolver a questão da segurança desta forma.

— Sempre dissemos que a liderança desse processo seria da segurança pública do Rio, não das Forças Armadas. Pelo prestígio que tem as Forças Armadas, estamos sempre no lide das matérias. Há uma expectativa salvacionista em torno das forças armadas. As forças se dispuseram a ser auxiliares e não falharam em nada. Não é uma intervenção. A liderança não é nossa. Somos auxiliares — disse o ministro, que acrescentou: — Nós não assumimos o Rio de Janeiro, nós nos emparceiramos no Rio - enfatizou.

Ele afirmou que a atuação das Forças se limitam a inteligência, varredura e fechamento de comunidades para que as forças locais atuem, por exemplo, no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

— O que nós fizemos, basicamente, é trabalhar integradamente e quando há as operações. Quem faz busca e apreensão e captura são as forças policiais. Não temos autorização para isso. Fechamos comunidades para liberar forças policiais para que subam no morro, eles conhecem melhor que nós, e realizem busca e apreensão. As Forças Armadas atuam em inteligência, varredura e fechamento de comunidades - disse o ministro.

Ele relatou que já chegou um pedido do governador Luiz Fernando Pezão para a renovação da Garantia de Lei Ordem (GLO) para o ano de 2018. Disse que o tema será discutido nos próximos dias com o presidente Michel Temer. Afirmou que pretende incluir na negociação um "protocolo" para tentar deixar mais claro qual será a função das Forças Armadas e quais atribuições são de responsabilidade do Estado do Rio.

Jungmann disse ainda ter falado com o secretário Roberto Sá e que espera receber dele dados sobre a área de segurança que comprovem que houve estabilização e, em alguns casos, redução dos índices de violência no estado.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?