RIO - A cidade de Angra dos Reis já registra 12 casos confirmados de febre amarela, com sete mortes até agora, o que faz do município da Costa Verde o com maior número de óbitos pela doença em território fluminense, segundo o último informe epidemiológico divulgado pela Secretaria estadual de Saúde. São 74 casos diagnosticados em todo o Rio, e em 33 deles as vítimas não resistiram. Em relação a Angra, o que mais preocupa é que os sete mortos adquiriram a doença na turística Ilha Grande. E entre eles ainda não está contabilizado o turista chileno Felipe Santander, de 35 anos, que faleceu na última sexta-feira. Embora o Consulado do Chile afirme que os médicos que o atenderam identificaram a febre amarela como a causa da morte, a secretaria estadual diz que aguarda o resultado de exames laboratoriais para ratificar o caso.
Felipe estava desde o último dia 29 de dezembro na Vila do Abraão, a principal porta de entrada dos turistas na Ilha Grande. Ao adoecer, ele chegou a ser transferido para o Hospital dos Servidores, no Rio, mas acabou vindo a óbito. Além dele, há outros dois chilenos internados com suspeitas da doença.
Sobre os mortos confirmados, a prefeitura afirma que dois adoeceram na Praia de Matariz, dois na Praia do Sítio Forte, um na Praia Longa, um na Praia Passa Terra e outro na Praia Vermelha, todas na porção oeste da ilha. A região fica próxima a paradas tradicionais dos barcos que fazem turismo na região, como a Gruta do Acaiá, a Lagoa Azul e a Freguesia de Santana.
O medo dos moradores da Ilha Grande, no entanto, é de que o número de doentes e mortos seja ainda maior. Entre os casos não incluídos no informe da Secretaria de Saúde estaria o de uma adolescente de 13 anos morta esta semana.
Além de Angra, foram registradas mortes por febre amarela em Valença (seis), Teresópolis (cinco), Nova Friburgo (três), Cantagalo (três), Rio das Flores (dois), Sumidouro (dois), Miguel Pereira (um), Paraíba do Sul (um), Carmo (um), Maricá (um) e Engenheiro Paulo de Frontin (um).



