RIO - Policiais civis da 21ª DP (Bonsucesso), que investigam as circunstâncias do desabamento de um muro em Benfica, na Zona Norte do Rio, revelaram na tarde desta quarta-feira que ainda não conseguiram identificar o homem que morreu no acidente. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil informou em nota que “as investigações estão em andamento e que um inquérito foi instaurado “para apurar os fatos”. O engenheiro da obra e três pessoas ligadas à empresa Hidra já foram ouvidas pelos policiais.
Segundo a Polícia Civil, os policiais “estão à procura de imagens de câmeras de segurança instaladas na região onde ocorreu o fato para análise”. Peritos ainda estariam no local.
O desabamento que ocorreu na manhã desta quarta-feira e deixou um morto e sete feridos. Dois deles estão em estado grave e dois receberam alta ainda pela manhã. O muro que desabou em Benfica, fazia parte de um canteiro de obras do projeto Morar Carioca, da Prefeitura do Rio, que há pelo menos um ano construía moradias na Favela Arará. A Prefeitura do Rio informou, por nota, que notificou a empresa contratada para a obra do programa municipal e pediu esclarecimentos. Segundo moradores, ficavam no local entre 20 e 25 usuários de drogas diariamente.
O desabamento foi na Rua Couto de Magalhães, em frente ao número 255. A via, que chegou a ser interditada, foi liberada no início da tarde desta quarta-feira, após os trabalhos de limpeza da Comlurb. O muro tinha seis metros de altura e cerca de 50 metros de extensão. Bombeiros de três quartéis atuaram no local. As vítimas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e para o Hospital Municipal Salgado Filho. Quatro teriam quadro clínico mais grave.


