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General Braga Netto afirma que precisaria de R$ 3,1 bilhões para cobrir rombo na segurança do Rio

RIO - Passados pouco mais de 30 dias do aniversário de um mês da decretação da intervenção federal na segurança do Rio, só agora o general Braga Netto, comandante Militar do Leste e escolhido para ser o interventor, tomou conhecimento do tamanho do problema que tem pela frente: um levantamento realizado ao longo do mês de fevereiro por seus assessores revela que seriam necessários R$ 3,1 bilhão para a Segurança Pública quitar dívidas com fornecedores e por salários em dia. Na ponta do lápis, são R$ 1,6 bilhão de restos a pagar ( as despesas empenhadas, mas não pagas) de 2016 até 2017; e cerca de R$ 1,5 bilhão de dívidas contraídas este ano. O que torna a oferta de envio de recursos do governo federal irrisório. O presidente Michel Temer revelou nesta segunda-feira que pretende enviar ao Rio cerca de R$ 800 milhões, menos de um terço da necessidade real da segurança.

O tamanho do rombo nas contas da segurança pública do Rio foi o principal tema debatido na manhã desta segunda-feira com parlamentares da bancada do Rio. O general revelou durante o encontro, que os recursos são fundamentais para recuperar a capacidade operacional das polícias Civil e Militar, e o Corpo de Bombeiros. O encontro entre os parlamentares e o general foi no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. Começou às 10h e terminou às 13h. Além dos deputados federais, um grupo de vereadores, estava presente o secretário de Segurança, general Richard Fernandez Nunes.

Para o deputado Alessandro Molon, o panorama descrito pelo general reforça a ideia que a decisão de decretar Intervenção Federal na segurança foi irresponsável.

— Tudo leva a crer que foi uma ação improvisada, sem planejamento e meios para tirar a segurança pública da grave situação na qual se encontra. Apesar de todo o empenho que os militares estão demonstrando, faltam meios para que o trabalho seja realizado com sucesso — afirmou Molon.

Após o encontro, Braga Netto informou que iria discutir com o governador Luiz Fernando Pezão, uma forma de buscar mais recursos.

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