BRASÍLIA — O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho esteve nesta segunda-feira com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, "falou algo que é verdade" sobre a corrupção no alto comando da Polícia Militar do Rio, mas alertou que ele "errou na generalização". Garotinho disse que está pensando em ser candidato a governador mais uma vez.
Em setembro, , após ser condenado a 9 anos, 11 meses e 10 dias de prisão. Sua prisão domiciliar dias depois. Ele foi à Câmara acompanhado da mulher, a também ex-governadora Rosa Garotinho, e da filha, Clarissa Garotinho, secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio de Janeiro.
— Ele (Torquato) só errou na generalização, porque no Rio, os bandidos não estão nos quartéis, estão nos palácios; e nem usam fardas, usam ternos e gravatas. Dizer que existe um policial e outro, mas têm de todas as profissões. Quantos policiais foram punidos pela Corregedoria nos últimos anos? Foram muitos. Mas quantos promotores, juízes foram punidos? Achei que ele falou algo que é verdade, só errou porque generalizou, mas ele está certo — disse Garotinho.
Perguntado sobre sua situação depois de ter até sido preso, Garotinho disse que foi uma "bobagem" e fruto de perseguição política.
— Bobagem a acusação. Não passei mau bocado, o que todo mundo sabe é que é uma questão política de um promotor, que atuava no município de Campos — disse ele.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que Garotinho apareceu para um "bate-papo".
— Foi tomar um café. Por que, não pode? — disse Maia.
Em 2012, Clarissa Carotinho foi candidata a vice-prefeita do Rio, na chapa encabeçada por Rodrigo Maia. A aliança ocorreu após anos de trocas de farpas entre Anthony Garotinho e o pai do presidente da Câmara, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia.



