RIO - Vestidos de azul, com faixas e cartazes com os dizeres "A Cedae é do Povo", servidores da Cedae ocupam a entrada da Assembleia Legislativa do Rio e fecharam o trânsito na Avenida Primeio de Março. Eles protestam contra o projeto de privatização da empresa, que é uma das contrapartidas exigidas pelo governo federal no acordo de recuperação financeira assinado com o governo do estado.
Os servidores estão distribuindo fitas azuis para pedestres e motoristas. De acordo com o presidente do Conselho Fiscal do sindicato da categoria (Sintsama), Flávio Guedes, o projeto que tramita na Alerj não respeita os municípios, entes responsáveis pelo saneamento básico.
- Estamos fazendo uma manifestação contrária a essa iniciativa de privatização da Cedae, que a gente nem sabe o que é. Eles simplesmente querem jogar a empresa em um negócio com o governo federal. O detalhe mais importante é que a Cedae pertence ao estado, mas o saneamento não. Tem que ouvir os municípios. Como vão ouvir a Cedae sem que se ouça o povo? A Cedae dá lucro financeiro e social - disse Flávio.
Segundo ele, a greve dos servidores da empresa, que começou nesta segunda-feira e vai até quinta-feira, não vai prejudicar o abastecimento de água:
- A greve não é contra a população, é contra a privatização. Não vai faltar água de maneira nenhuma - garantiu.
O projeto que discute a venda da Cedae só será apreciado pelos deputados na quinta-feira, devido a um adiamento pedido pela oposição com base no regimento da Casa. O argumento é que as comissões que devem dar pareceres sobre o projeto ainda não haviam sido formadas.




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