RIO — Clara Esteves Marques de Souza, de 17 anos, saiu de casa na segunda-feira, em Conselheiro Ferraz, para a escola, no Engenho Novo. E não voltou mais. Era meio-dia quando a jovem, vestida com o uniforme do Colégio Pedro II, se despediu da avó, última pessoa a vê-la desde então. Acostumados com os horários regrados da estudante, os pais Adriana e Rodrigo Marques notaram o desaparecimento na noite do mesmo dia e descobriram com um amigo da filha que ela faltara às aulas.
A família registrou o sumiço da adolescente na 26ª Delegacia de Polícia, no Méier, mas ainda não recebeu informações sobre o paradeiro de Clara. Até o momento, sabem que a menina deixou todos os documentos em casa e telefonou para a avó paterna, que mora em São Paulo, para pedir R$ 170. Ao pressionarem a parente por mais informações, perderam contato. A avó materna, por sua vez, que também oferecia abrigo à estudante em alguns dias da semana, deu falta de algumas roupas no armário, que a menina teria levado na mochila.
— Ela é muito controlada com o horário, costumava avisar onde estava. Ou ficava em nossa casa, no Lins, ou na casa da avó. É uma adolescente sossegada, apaixonada pelos irmãos. Costumava fazer as compras para mim, nunca brigava — contou Adriana, mãe de outros três jovens, que assumiu a criação de Clara, cuja mãe morrera, logo que casou com Rodrigo, há 16 anos.
Enquanto a família não recebe informações da polícia, procura mobilizar as redes por alguma pista. Segundo Adriana, Clara não participava de atividades fora da escola nem costumava ir à rua desacompanhada de parentes.
— Acho que ela está com alguém, de repente aliciada, trabalhando em algum lugar. A gente ouve tanta coisa, né? Isso não é algo que ela faria, não é a pessoa que nós criamos. Estamos correndo atrás dela — apela a mãe.



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