Início Rio de Janeiro Exército afirma que operação era da Core e desmente informação prestada pela Polícia Civil
Rio de Janeiro

Exército afirma que operação era da Core e desmente informação prestada pela Polícia Civil

RIO - O porta-voz do Exército, coronel Roberto Itamar informou hoje que o envolvimento da Força na operação que resultou na morte de sete pessoas foi apenas de apoio. Ele garantiu que se tratou de uma participação rotineira de apoio a uma ação de levantamento da Core que esbarrou em uma situação grave dentro da comunidade.

— Eles atenderam a uma solicitação da Core e forneceram um apoio a uma ação de reconhecimento que seria feita na localidade do Salgueiro. Havia indícios da presença de traficantes naquela área e foi composta uma equipe com dois blindados do Exército e mais um da Core que saíram da Cidade da Polícia e se dirigiram até a localidade. Em um dos acessos da Estrada das Palmeiras percebeu-se um intenso tiroteio e ao chegarem ao local, encontraram vários óbitos ao longo desta estrada, em uma extensão de cerca de um quilômetro. A partir daí a polícia passou a fazer o seu trabalho de averiguação do que estava acontecendo, e as Forças Armadas prestaram a segurnça das equipes que realizavam o trabalho policial de resgate e estes corpos foram encaminhados para o IML para identificação — afirmou.

O oficial informou ainda que o Exército não irá, a princípio, investigar o envolvimento de militares no caso. Segundo ele, não se tratava de uma operação integrada, mas uma cooperação de apoio rotineira que esbarrou em “um incidente de maior gravidade”. Ele garantiu que nenhum militar disparou um único tiro durante a ação. Segundo Itamar não há razão para abertura de investigação militar, mas caso o inquérito da DH a ponte o envolvimento de qualquer um dos 17 militares das Forças Especiais do Exército que particparam do comboio de blindados, este será encaminhado para o Ministério Público Militar para instauração de processo na Justiça Militar.

O oficial negou inclusive haver um ruído de comunicação entre as corporações. Em depoimento no sábado na Divisão de Homicídios de Niterói e de São Gonçalo (DHNSG), policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil afirmaram que se tratava de uma operação de reconhecimento do Exército e que a polícia civil apenas dava apoio à ação:

— O que pode estar acontecendo é uma falha de entendimento de algumas pessoas, mas não no nivel de chefia — afirmou, mantendo, no entanto, a versão de que a ação era da Polícia Civil e que o Exército apenas deu segurança ao comboio — Dentro do contexto dos planos das forças integradas de segurança, não era uma operação, era um apoio que estava se prestando a uma ação da polícia civil, uma ação conjunta da polícia civil com apoio de meios do Exército, mas não uma operação, porque esta se revestiria de outros procedimentos. Mas foi uma ação de reconhecimento que encontrou um incidente de maior gravidade e por isto ganhou a repercussão perante a mídia. Era uma operação simples, um apoio que é prestado rotineiramente pelas Forças Armadas ao órgãos de segurança do Rio de Janeiro, particularmente nos campos da inteligência e da logística.

Sobre a presença de militares encapuzados nas matas, denunciada por moradores do Salgueiro, o coronel explicou que, quando os militares chegaram ao local e perceberam os corpos, eles bateram as matas para verificar a presença de criminosos que poderiam estar ainda de tocaia no local, mas voltou a garantir que estes militares não se envolveram em qualquer confronto.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?