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Empresas anunciam risco de colapso no fornecimento de refeições de presos do estado

RIO - Responsáveis pela alimentação de mais de 50 mil presos do estado, as 13 empresas fornecedoras de refeições podem suspender o fornecimento a partir da próxima semana, caso a Secretaria de Administração Penitenciária do estado, não pague pelo menos parte dos dez meses de repasses atrasados. A razão para a suspensão do serviço é que na quinta-feira venceu o pagamento do 13º salário dos cerca de dois mil funcionários que trabalham na confecção e fornecimento das refeições. As prestadoras, no entanto, garantem que não têm como bancar mais esta despesa, sem o aporte do estado. Nas segunda-feira, também vencem os salários da categoria. A dívida do estado já chega a cifra de R$ 300 milhões .

Em uma tentativa de encontrar uma solução urgente, os fornecedores foram recebidos pelo secretário de Administração Penitenciária, Erir Costa Filho, mas saíram ainda mais insatisfeitos:

— O governo se comprometeu a liberar apenas um resíduo de março. Isto não dá para pagar sequer os fornecedores. Estão todos decepcionados. Estamos na iminência de um colapso — afirmou o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Serviços do Estado, José de Alencar. Segundo ele, as empresas também já chegaram ao seu limite de endividamento:

—Até para o serviço não parar, muitas contraíram empréstimos em bancos, mas não conseguirão novos financiamentos, na situação em que se encontram. Se o estado não pagar pelo menos parte desta dívida, não haverá jeito. Como vamos manter o fornecimento de cem mil refeições dia sem pagar salários e fornecedores?

Segundo ele, as empresas mantiveram o fornecimento por tanto tempo porque tinham esperança de receber, mas não conseguem entender a demora para a regularização do contrato:

— O estado já não assinou o contrato? o que falta para o governo federal liberar estes recursos? É muita má gestão — afirmou.

Segundo José de Alencar, das 17 empresas contratadas para garantir a alimentação dos internos, quatro já desistiram.

— A associação perdeu inclusive empresas filiadas que prestavam serviços para administração pública Estadual, por conta deste calote público e desrespeito aos contratos. Nosso lema é nunca deixar de pagar o salário dos colaboradores, mas com 10 meses de inadimplência, fica muito difícil manter essa regularidade. Estamos começando a ter problemas também de inadimplência e desrespeito aos contratos na administração pública Municipal e Federal.

O Globo procurou a Seap que não respondeu.

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