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Deputados querem que interventor apresente plano de trabalho e detalhe orçamento para segurança no Rio

BRASÍLIA — A bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados vai cobrar do interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, que apresente o plano de trabalho para a intervenção na segurança pública do estado fluminense, além de informações detalhadas sobre como será aplicado o orçamento de R$ 1,2 bilhão disponibilizado pelo governo federal. Pelo menos 10 deputados do Rio participam de uma reunião com o interventor, iniciada às 17h desta terça-feira no Ministério da Defesa, em Brasília.

— A gente quer ter informações precisas. Até hoje não foi apresentado o tão dito plano de trabalho. Isso não pode ser considerado razoável. A gente vai fazer essa cobrança. Qual é o dado real? Qual é o planejamento de trabalho na intervenção? — afirma o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que chegou ao ministério numa van, acompanhado dos demais parlamentares do seu partido.

Na avaliação do deputado, os dados apresentados pela equipe de intervenção, além de não serem suficientes, "não se encontram". Os deputados afirmam que, na última reunião realizada com o General em Brasília, o gabinete de intervenção não soube informar, por exemplo, se a aplicação dos recursos precisava passar pelo governo do Estado.

— Eles nem sabiam onde seria aplicado o dinheiro e quem determinaria a execução desses recursos e de que jeito ele seria implementado. A gente está aqui para cobrar esse planejamento que não foi apresentado até hoje. A gente quer ter conhecimento daquilo que eles dizem estar disponibilizando com recurso. Porque eles dizem uma coisa, depois voltam atrás, e depois dizem que não é isso — pontua Glauber.

A reunião com o general terá dois momentos. O primeiro será com a comissão externa que acompanha o andamento da intervenção federal no Rio de Janeiro. O presidente da comissão, deputado Hugo Leal (PSB), disse que a bancada quer acompanhar de perto a aplicação do dinheiro. Leal tmbém disse que ainda não há informações precisas que detalhem como e quando terá início a execução dos recursos.

A segunda reunião será para cobrar uma atualização específica do andamento das investigações sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Pedro Gomes.

— Em relação à execução do Anderson e da Marielle, a gente saber como é que estão as investigações. Como estão os trabalhos para que sejam identificados mandantes e executores e motivação? Qual é o plano que está sendo realizado também para garantir a segurança das pessoas que possam estar sendo ameaçadas a partir da motivação da execução, mas que ainda não tiveram a situação publicizada — completa Glauber.

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