RIO - O coronel Mauro Fliess, comandante do Batalhão de Choque, revelou na tarde deste sábado durante entrevista, não ser possível afirmar que as mortes de sete pessoas na comunidade do Caju, ocorridas durante a madrugada, tenham sido consequência de um confronto com os policiais do Choque.
— O que eu posso afirmar até agora é que policiais do Batalhão de Choque estavam presentes na comunidade do Caju, trocaram tiros com traficantes durante a madrugada e que há fortes indícios de que as mortes são decorrentes de nossa intervenção no local. Eu só não posso garantir. Isso somente a investigação da Divisão de Homicídios (DH) poderá dizer — afirmou o coronel Fliess.
Segundo o coronel, os policiais do Choque chegaram à favela por volta das 2h da madrugada depois de um pedido de apoio de policiais militares lotados na UPP do Caju. As informações indicavam que estava ocorrendo uma tentativa de invasão. Pelo menos 30 traficantes da Favela Parque União, do Comando Vermelho, tentavam tomar a comunidade controlada pela facção Amigos dos Amigos (ADA).
— Quando chegamos ao Caju já estava ocorrendo um confronto entre traficantes da favela Parque União e do Caju. Uma criança de 6 anos, baleada de raspão, já havia sido levada para o Hospital Souza Aguiar. Durante numa incursão, encontramos um grupo de traficantes armado e trocamos tiros com eles. Depois, quando o tiroteio acabou, encontramos sete homens feridos. Eles foram socorridos e morreram no hospital — contou o coronel.
Mauro Fliess disse que com os sete foram apreendidos sete fuzis, munição e carregadores. Por volta das 11 horas da manhã, os policiais do Choque foram informados que um grupo de traficantes havia invadido uma casa na comunidade e feito um morador refém.
— Novamente os policiais partiram para o local e negociaram a rendição. Não houve resistência por parte dos marginais. Foram presos nove pessoas e apreendemos mais sete fuzis — disse o coronel.
A operação terminou com 11 pessoas presas e 14 fuzis apreendidos, além de 1.614 projéteis, quatro granadas e coletes balísticos. O Batalhão de Choque segue na comunidade reforçando o policiamento.



