RIO - O aparecimento de águas-vivas gigantes provocou pânico em banhistas e pescadores da Baía de Sepetiba no último fim de semana. A prefeitura de Mangaratiba, na Costa Verde, chegou a emitir um alerta, nesta quinta, sobre o perigo desses animais marinhos na área costeira do município. Preocupados, frequentadores das praias Brava, Grande e Ibicuí compartilharam imagens e informações nas redes sociais, afirmando que se tratava da água-viva juba de leão, uma medusa venenosa normalmente encontrada entre o Reino Unido e a Noruega (Mar do Norte). Pesquisadores de universidades de São Paulo, que já foram chamados para analisar os bichos marinhos, afirmam, porém, que não há motivo para preocupação.
De acordo com o biólogo Sérgio Stampar, da Unesp, as três águas-vivas gigantes encontradas na Costa Verde são, aparentemente, de uma espécie bem comum no litoral brasileiro.
— Ela é inofensiva, no máximo causa urticária leve. Nós ainda vamos analisar o DNA para comprovar a identificação, mas aparentemente é a Lychnorhiza lucerna com padrão diferente de coloração — explicou.
Nesta quinta-feira, um comunicado publicado no site da prefeitura pedia cautela: “De acordo com a sua morfologia visualizada nas imagens é possível que ela apresente alta concentração de toxinas, podendo causar graves acidentes ou até processos alérgicos quando em contato com a pele humana. Por precaução, é importante que os banhistas mantenham distância da espécie’’.
Em Angra dos Reis, equipes da Secretaria de Meio Ambiente realizaram uma varredura em diversos pontos da Baía de Ilha Grande, mas não localizaram águas-vivas gigantes. O aparecimento desses animais marinhos é normal nesta época do ano, por ser um período de reprodução. Segundo Stampar, não há motivo para pânico:
— Toda água-viva tem algum risco, mas a pessoa tem que ser alérgica. Como com qualquer animal silvestre, a recomendado é não tocá-la.



