"Existe uma cristalização dos votos dos eleitores, sobretudo nos dois candidatos que estão na frente nas pesquisas. O governo conta com a estratégia de ver o crescimento dos candidatos que poderiam ser uma terceira via para levar a eleição para o segundo turno", comentou Cortez.
Na avaliação do cientista político, no segundo turno, será uma "guerra de rejeições", dado que Lula e Bolsonaro têm elevada aceitação, mas também enfrentam uma alta rejeição de parte do público. "Vamos ver como o horário eleitoral influenciará a avaliação dos eleitores nas próximas semanas. Além disso, as pesquisas em geral não estão captando a tendência do voto útil, o que será definido nas vésperas do pleito."
Para Cortez, contudo, será uma tarefa muito difícil para o atual presidente reduzir a aversão dos eleitores no segundo turno a ponto de viabilizar a sua reeleição.
A pesquisa CNT/MDA mostrou que 79,6% dos eleitores não deverão mudar de voto, mas 20,4% apontam que podem alterar sua decisão até o dia 2 de outubro.



Aviso