Início Política Lira vê atropelos sobre reforma ministerial e diz que governo precisa facilitá-la
Política

Lira vê atropelos sobre reforma ministerial e diz que governo precisa facilitá-la

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), participou nesta segunda-feira (24) de evento em São Paulo e falou sobre a reforma ministerial em preparação pelo governo Lula (PT).

Lira criticou a forma como o assunto tem sido abordado nos bastidores e disse que isso não contribui para a governabilidade do governo federal.

"Eu penso que esse assunto está sendo, de uma certa forma, atropelado. Isso não ajuda na governabilidade. E eu acho que o governo tem que ajudar a se facilitar", afirmou ao final de um almoço-debate do Lide - Grupo de Líderes Empresariais.

Questionado se o deputado chegou a se reunir na semana passada com o presidente Lula para tratar do assunto, Lira negou. "Não é um assunto para tratar agora. Então, não foi marcado [encontro para abordar o tema]", disse.

"Esse não é um assunto prioritário para a presidência da Câmara. O presidente Lula está imbuído de resolver esse assunto. Tem que ser no tempo do governo, da maneira que o governo achar, e aí sim ele me chama oficialmente", acrescentou.

O parlamentar afirmou que só teve reunião com o petista logo após a aprovação da Reforma Tributária na Câmara. Lira disse, então, que ambos trataram brevemente sobre governabilidade.

"A única coisa que eu disse é que quanto mais o governo tiver facilidade no plenário, tanto melhor para eles e para mim", declarou. O deputado reiterou, contudo, que quem tem que construir a base governista e o próprio governo.

PACOTE DA DEMOCRACIA

O presidente da Câmara disse não ter lido ainda os dois projetos de lei assinados por Lula, que endurecem o combate a crimes contra a democracia.

Um dos projetos, que foram chamados de pacote da democracia, propõe ainda pena maior a quem atentar contra a integridade física dos presidentes da República, da Câmara e do Senado, além dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Lira concordou que deve haver algum tipo de regramento para punir agressões a políticos. "A gente tem o direito de divergir, de pensar diferente, de ter ideologias diversas. A gente só não tem o direito de agredir ninguém por ocupação de cargos públicos", disse.

O parlamentar afirmou que o assunto já tem tramitado no Congresso por meio de outros projetos de lei. "A gente vai ter que ver como regra isso, sem nenhum tipo de privilégio, mas também a gente não pode permitir que essas coisas [agressões a políticos] continuem acontecendo, principalmente a familiares".

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!