A gestão do governo Bolsonaro gastou, em média, R$ 672,1 mil por mês no cartão corporativo este ano, de acordo com informações recentes do Portal da Transparência. O sistema reúne informações de 2013 a 2020 e tem valores corrigidos pela inflação do período.
O índice representa alta de 51,7% em comparação com o governo Temer (MDB) e 2,6% menor em relação às despesas de Dilma Rousseff (PT).
Reportagem publicada nesse domingo pela Folha de S. Paulo mostra que, até novembro deste ano, Bolsonaro gastou R$ 7,86 milhões. No ano passado, as despesas totalizaram R$ 7,6 milhões.
No início de 2020, o presidente justificou que teve um alto gasto em fevereiro (R$ 1,9 milhão) para custear a transferência de passageiros que estavam em Wuhan, na China. A cidade registrou os primeiros casos de Covid-19 no mundo.
Com a exceção da medida, ainda assim Bolsonaro utilizou R$ 640 mil mensais no cartão. O Palácio do Planalto informou que a maior parte dos gastos do cartão se refere a custos de viagens pelo país e internacionais.
Há também desembolso para realização de eventos e a manutenção do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.
Os três últimos presidentes tiveram de obedecer as mesmas regras de utilização do cartão estabelecidas por Lula em 2008.


