Sobre a ampliação das conversações no eixo "Sul-Sul", Dilma ressaltou: "Nosso olhar para o sul do mundo vai sendo marcado por repúdio a domínio entre os países", destacou. Em seguida, disse que a política externa brasileira tem vocação universalista e justifica iniciativas conjuntas com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países árabes, ressaltando que iniciativas com países periféricos não afastam o Brasil dos países desenvolvidos.
A presidente disse que o Brasil se preocupa com as situações de conflito no mundo. Fez menção às situações da Palestina e da Síria e defendeu o multilateralismo como "condição de afirmação de personalidade própria dos povos". "O Brasil é respeitado por muitos povos por não ter imposições unilaterais", afirmou a presidente.
Mudanças no mundo
A presidente lembrou, ainda, que houve recentemente uma forte alteração no cenário internacional. "O mundo dos últimos 10 anos passou por aceleradas mudanças. Respondemos a essas mudanças, mas ainda há muito a fazer", disse. Nesse cenário de desafios enfrentados nos tempos recentes, Dilma comentou que foi preciso enfrentar a crise mundial, agravada a partir de 2008. "Talvez a maior desde 1929", disse a presidente. "Ao olhar a crise não propomos isolamento e protecionismo, mas consolidação da cooperação". Ela afirmou que "um mundo multipolar exige que América do Sul dê resposta conjunta a desafios" e que a região "deve ser capaz de solucionar seus problemas, sem intervenção externa".


