A decisão de deixar a CCJ, a principal comissão da Câmara, com o União Brasil representa uma derrota para o governo. Os aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) queriam usar o colegiado para avançar na pauta de costumes em ano eleitoral.
Depois de terem emplacado no ano passado a deputada Bia Kicis (PL-DF), primeira mulher a presidir o colegiado, bolsonaristas tentavam eleger neste ano o deputado Major Vitor Hugo (PL-GO) para o posto. A ofensiva, no entanto, perdeu força após o parlamentar deixar o União, partido fruto da fusão entre o PSL e o DEM.
Egresso do DEM, Maia é o relator da reforma administrativa na Câmara. Ao assumir o cargo, o deputado disse que a CCJ se caracteriza por "discussões acaloradas". "Temos que apreciar todas as matérias, independentemente de serem matérias propostas por aqueles que têm uma opinião mais liberal ou daqueles que têm uma posição mais social na sua prática política", afirmou.
