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CCJ aprova plano de trabalho apresentado por Braga para reforma tributária

CCJ aprova plano de trabalho apresentado por Braga para reforma tributária
CCJ aprova plano de trabalho apresentado por Braga para reforma tributária

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) o plano de trabalho sugerido pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) para o debate da Proposta de Emenda Constitucional (PEC-45) da Reforma Tributária.

O plano prevê que as audiências públicas sobre a PEC serão realizadas nas terças e quintas-feiras, a fim de não coincidir com as sessões ordinárias da CCJ. Também está prevista uma reunião específica para debater o Conselho Federativo e a distribuição dos recursos dos novos impostos sobre o consumo, sugerida pelo presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

“Acolho a sugestão de uma audiência específica sobre o Conselho Federativo. Imaginava fazer esse debate nas audiências com o estados e municípios, mas acolho a sugestão”, afirmou Braga.

Ao antecipar algumas premissas que pretende embasar seu parecer como relator da Reforma Tributária, Eduardo Braga recebeu uma série de elogios durante a apresentação do plano de trabalho apresentado. Entre essas premissas, o senador citou:

1.         Neutralidade – Não aumento da carga tributária;

2.         Redução das desigualdades sociais e regionais;

3.         Simplificação

4.         Transparência;

5.         Segurança Jurídica;

6.         Excepcionalidades limitadas em relação aos regimes beneficiados, a partir de uma avaliação de custo benefício que leve em consideração parâmetros sociais, econômicos e tecnológicos;

7.         Fortalecimento dos entes subnacionais e do pacto federativo;

8.         Preservação da autonomia dos entes federados em relação a fixação da alíquota; e

9.         Manutenção da estrutura original da PEC que chegou ao Senado, em relação a não cumulatividade, tributação no destino, inclusão de parâmetros ambientais, alíquota uniforme em todo o território nacional, preservação do simples nacional e da Zona Franca de Manaus e, por fim, dos fundos de compensação e de desenvolvimento regional, com os devidos aperfeiçoamentos.

“Quero parabenizar do presidente Rodrigo Pacheco pela indicação do senador Eduardo Braga como relator da reforma tributária. Com a adequação das datas das audiências públicas, o arcabouço do plano de trabalho está ótimo. Mas sua premissa explícita de não aceitar o aumento da carga tributária atende um dogma para o meu partido”, destacou o senador Esperidião Amin (PP-SC).

“Também desejo parabenizar o senador Eduardo Braga pela tarefa recebida e sua atenção ao equilíbrio federativo. Não dá para ter proporcionalidade em um Conselho Federativo. Muito pertinente um debate exclusivo sobre esse tema”, emendou o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Audiências e apresentação do relatório ─ As audiências propostas por Eduardo Braga deverão ser divididas por temas: diagnóstico, objetivos e conceitos; impacto em setores como o de serviços, indústria, agronegócio, cooperativismo, regimes específicos e favorecidos, e entes federativos, sob a ótica dos estados e municípios. E agora também uma específica para debater o funcionamento do Conselho Federativo.

A previsão é que o senador Eduardo Braga apresente seu relatório na última semana de setembro, de forma que possa ser aprovado pela CCJ no dia 4 de outubro.

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