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Assembleia de SP suspende sessões, adia CPIs e pode atrasar privatizações de Doria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Assembleia Legislativa de São Paulo vai suspender, a partir de segunda-feira (23), as sessões de votação no plenário em meio à pandemia de coronavírus. A medida foi tomada pela Mesa Diretora da Casa nesta terça (17) e vale por tempo indeterminado. Estão suspensos desde já eventos e visitação pública da Assembleia. As atividades administrativas não serão interrompidas, mas só poderão entrar na Casa deputados, servidores, jornalistas e funcionários que prestam serviço no local. Líderes dos partidos e membros da Mesa formarão um comitê virtual para acompanhar a crise do coronavírus e deliberar ações que dependam do Poder Legislativo. Os prazos e atividades das comissões, inclusive CPIs, também estão suspensos. A Assembleia iria instalar cinco novas CPIs nos próximos dias --sobre fake news nas eleições de 2018, contratos de quarteirização, transporte escolar, violência sexual contra estudantes do ensino superior e segurança dos alojamentos de clubes desportivos. A paralisação da Assembleia também pode atrasar planos de privatização do governo João Doria (PSDB), mas o tema considerado mais importante para a gestão, a reforma da Previdência, já foi aprovado antes da crise do coronavírus. A Assembleia já tem um deputado diagnosticado com coronavírus. Ataide Teruel (Podemos) afirmou na noite desta segunda-feira (16) que contraiu a doença e está em quarentena. Em publicação em rede social, ele afirmou que os sintomas estão fortes. "Esses três últimos dias foram muito difíceis, os sintomas foram muito fortes, febre alta, muitas dores de cabeça, corpo dolorido e coriza", escreveu. "Minhas atividades parlamentares serão suspensas e meu gabinete ficará fechado nesse período ou enquanto não tiver alta médica", completou. "Não há motivo para pânico, mas temos a responsabilidade de adotar, neste momento, medidas para reduzir o fluxo e pessoas na sede do Poder Legislativo e preservar a saúde das pessoas", disse o presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB). Os deputados com mais de 60 anos ou que integrem grupo de risco estão desobrigados de exercerem suas funções parlamentares. Servidores com mais de 60 anos, gestantes, lactantes e aqueles com doenças crônicas podem trabalhar de casa. Também haverá licença compulsória de sete dias para deputados e servidores que tenham feito viagens internacionais --se houver suspeita de contaminação, o afastamento será de 14 dias até que o diagnóstico seja feito.

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