Manaus/AM - Marcos Antônio Lopes da Silva, 24, um dos suspeitos de matar Davi Lopes Monteiro, 25, no Valparaíso, alvejou a própria perna acidentalmente durante o crime, ocorrido na rua Serpão, em junho deste ano.
Segundo a polícia, ele, Matheus Leandro de Oliveira Lopes, 24, preso em setembro, e ao menos outros quatro homens invadiram a casa de Davi e mataram a vítima com 16 tiros.
Todos estavam disfarçados de policiais e chegaram ao local em um carro prata. Para a polícia, o crime foi motivado por guerra entre facções.
“Matheus era conhecido da vítima, eles participavam em uma época da mesma facção criminosa. Então as testemunhas oculares já o conheciam, motivo pelo qual ele não pode sequer dizer que não conhecia a vítima”.
O homem nega o crime, mas a delegada Débora Barreiros afirma que as provas contra ele são muitas.
“Ele nega a participação no crime, mas nós temos contra ele a informação de que ele tenha se baleado no mesmo dia que a vítima. Ele deu entrada no hospital cerca de 30 minutos depois da vítima e foi reconhecido por testemunhas, mas fugiu e só foi encontrado na data de hoje”
Para justificar o tiro na perna, Marcos chegou a dizer que foi baleado porque foi pego com a mulher de um criminoso, mas a informação não convence a polícia.
“O Marcos conta para a gente que estaria em outro outro bairro e acabou sendo baleado porque estaria num encontro amoroso com uma mulher que já tinha um relacionamento e aí pessoas teriam baleado ele porque ele seria, na linguagem dele, um talarico”, diz a delegada.
Contudo, quando foi preso, Matheus teria entregado a participação de Marcos e de outros criminosos que estão sendo procurados. “O Matheus, inclusive, deu informações que eles nos fizeram concluir pela participação dele como suspeito, ele era conhecido da vítima, da mesma facção”, ressalta.
Durante a saída da delegacia para realizar exame de corpo de delito, Marcos chorou abraçado à mãe e continuou negando participação no homicídio. A mulher chegou até a desmaiar no saguão da delegacia. As investigações seguem para identificar os demais integrantes do grupo.









