Manaus/AM - A Polícia Civil falou nesta quinta-feira (20), sobre as prisões de Michel de Sousa Moraes, 30, e Brayon de Souza Constantino, 27, suspeitos de assassinar o vigilante do Manauara Shopping, Elias Pinheiro Ladislau, 40, durante um roubo na área de carga e descarga do estabelecimento, na última segunda-feira (17).
Segundo o delegado Thomas Vasconcelos, o trio é especialista em roubar trabalhadores da categoria. Michel já tem histórico de roubos violentos e havia deixado a cadeia há pouco tempo. Ele usou o carro da própria família para realizar o latrocínio.
“O Michel, que foi quem dirigiu o veículo, foi recentemente liberado do sistema prisional. E o Brayon, que inclusive era o proprietário da arma que ceifou a vida do vigilante, também já tem passagens pelo sistema”, destaca.
Thomaz também revelou o nome do terceiro envolvido, que é o autor do disparo que matou Elias. “Felipe”, como foi identificado, também já tem um extenso histórico de roubos e está foragido.
Segundo o delegado, os alvos do trio eram quase sempre vigilantes. Um dia antes do crime, Felipe, Michel e Brayon se reuniram para combinar os detalhes da ação e combinaram que as vítimas atacadas seriam escolhidas aleatoriamente.
“Eles fizeram uma reunião, no dia anterior, marcando de fazer um ‘tour’ pela cidade para identificar possíveis vítimas. Eles já tinham a intenção de roubar armas de vigilantes, a ideia partiu de Felipe (...) Eles tinham passado em três outros pontos da cidade, tentaram roubar, mas não conseguiram e seguiram para esse centro de compras”, explica.
No momento da abordagem, foi Felipe quem desceu do carro e abordou Elias. Ao tentar reagir, o acusado não pensou duas vezes e deu um tiro no rosto do trabalhador.
“Felipe desembarca, anuncia o roubo, o vigilante então, em um momento de impulso, ele leva a mão na cintura e é atingido com um tiro na face”, esclarece Thomaz.
Felipe já é conhecido por roubos a vigilantes e já chegou a ser intitulado pela imprensa, em 2019, como o “terror dos vigilantes”, por já ter feito várias vítimas.
As buscas por ele continuam e a polícia apura ainda se outras pessoas podem estar envolvidas direta ou indiretamente no latrocínio de Elias.

