Manaus/AM – Mikaelen Ferreira de Almeida, 20, e Lander de Souza Diniz Júnior, 18, o “Júnior Menor”, foram fazer compras tranquilamente em um supermercado após matarem a tesouradas o líder comunitário do bairro Coroado, Francisco Ribeiro Reis, 50, e roubarem dinheiro dele no dia 16 de outubro de 2022.
A informação foi divulgada pela delegada Débora Barreiros, que investiga o caso, durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (24).
“Ela sai com ele tão calmamente, ela vai com ele ao supermercado (...) Ela diz que esse dinheiro era mesmo da vítima e eles acabaram fazendo compras com ele. A gente trabalha com um valor de R$ 4 mil, que foi a quantia informada por ela”, diz a policial.
Até então, a polícia acreditava que a mulher e o filho pequeno tinham sido sequestrados por Júnior após ele assassinar “Chiquinho”, o líder comunitário.
Mãe e filho chegaram a ser resgatados pela polícia no esconderijo do acusado após um tiroteio entre Júnior e a polícia, no qual ele terminou morto no mesmo dia do homicídio de Chiquinho.
“Na época a gente achava que estava resgatando a companheira desse autor porque ela estava em cárcere privado”, ressalta a delegada.
Porém, a história sofreu uma reviravolta depois que a polícia teve acesso a um vídeo que mostra a jovem no imóvel do líder comunitário, no exato momento em que Júnior cometia o assassinato.
“Ela prestou as primeiras informações, mas em virtude de câmeras de segurança de rua, nós conseguimos verificar que ela entra na casa da vítima, passa cerca de 55, 56 minutos ali e sai tranquilamente com o autor. Inclusive ele vai à frente dela e ela vai um pouco atrás, não demonstra nenhum arrependimento, nenhum medo”, descreve Débora.
Ao ser confrontada pela delegada, Mikaelen acabou admitindo que fingiu ter sido feita refém pelo companheiro, mas alega que não pode impedir a morte de Chiquinho.
“Ela nos narra que presenciou este crime, mas que nada podia fazer porque o então companheiro estava sob o efeito de drogas”, diz a delegada.







