A Polícia Civil levou uma mulher que diz ter sido abusada sexualmente por João de Deus para fazer o reconhecimento do quarto onde teria acontecido o crime, na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. Funcionários do centro foram ouvidos pela corporação em Goiânia. O médium segue preso no Núcleo de Custódia e sempre negou as acusações. A defesa pediu habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas também foi negado.
Segundo o G1 Goiás, os policias foram à Casa em Abadiânia e ficaram cerca de 20 minutos no local. Eles entraram em outras dependências do local e fizeram fotos. Depois, saíram sem falar com a imprensa.
Ainda nesta tarde, os administradores da casa, Chico Lobo e Hamilton Pereira, foram ouvidos na Delegacia Estadual de Investigações Criminais, na capital. Eles não quiseram gravar entrevista, mas disseram que deram explicações sobre o funcionamento da casa. A corporação espera ouvir mais funcionários ainda esta semana.
Na terça-feira (18), na primeira busca feita o centro religioso e na casa do médium, a polícia encontrou mais de R$ 400 mil em cédulas nacionais e estrangeiras, além de seis armas e diversas munições. Os armamentos, de acordo com a Polícia Civil, estão sem registro, uma delas sem numeração e João de Deus não tem permissão para posse de arma.
João de Deus teve a prisão decretada na sexta-feira (14) a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO), que investigam os relatos de abuso sexual durante atendimento na Casa Dom Inácio de Loyola. No domingo, ele se entregou à polícia em uma estrada de terra em Abadiânia.
O médium prestou depoimento na noite de domingo, durante três horas. João de Deus afirmou à Polícia Civil que, antes de as denúncias de abuso sexual virem à tona, foi ameaçado por um homem, por meio de uma ligação de celular. Além disso, negou os crimes e que tenha movimentado R$ 35 milhões nos últimos dias.
O advogado Alberto Toron entrou com um pedido de habeas corpus na segunda-feira (17). O defensor também citou como alternativas possíveis uma prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, a Justiça negou a liberdade na terça-feira (18).

