Operação 'Sanguessuga': carros roubados eram vendidos para outros estados

Por Portal do Holanda

02/12/2020 11h56 — em Policial

Material apreendido durante a operação - Foto: Jander Robson / Portal do Holanda

Manaus/AM - Vinte e cinco pessoas foram presas, sendo uma delas em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, na manhã desta quarta-feira (2), durante a operação ‘Sanguessuga”.

 

 

De acordo com o titular da DERFV, delegado Cícero Túlio, durante a operação, foram apreendidos com os suspeitos, um total de R$100 mil em espécie, 15 veículos, duas armas de fogo, três quilos de entorpecentes, mais de 30 computadores e documentos.

Conforme o delegado, a operação ocorrem as investigações ocorrem há mais de um ano, em parceria com a Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). O Detran identificou condutas suspeitas no sistema de registro de veículos. Com base nisso, a polícia conseguiu comprovar a existência de uma estrutura criminosa voltada à sonegação de tributos estaduais e federais. Esse grupo fraudou algo em torno de R$30 milhões em sonegação de impostos como ICMS, IPI e lucro cessante do IPVA.

Segundo o delegado, a quadrilha estava fraudando a emissão de Certificado de Registro de Veículos (CRV) e Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo (CRLV), que deviam circular exclusivamente na Zona Franca de Manaus, mas estavam deixando o estado sem o recolhimento de tributos. Os veículos eram revendidos para outros estados, com preços inferiores. Foram comercializados veículos para o Pará, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

As investigações também comprovou que o esquema conseguia emitir vias de documentos CRV a fim de ‘esquentar’ veículos roubados e clonados, ou seja, eles clandestinamente auxiliavam quadrilhas que roubavam e colavam veículos com a emissão de documentos para esses veículos trafegarem livremente”, destacou.

Entre os alvos da operação, estão despachantes documentalistas, servidores do Detran, estagiários e ex-estagiários e ex-estagiários do órgão. Aliciados pelos despachantes, eles recebiam mensal R$ 5 mil para participar do esquema, segundo apontou a investigação.

Os presos vão responder por seis crimes diferentes, sendo eles associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, trafico de influencia, inserção de dados falsos em sistema de informação e crimes contra a ordem tributária.

 


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