Início Policial Esquema de fraudes de documentos dentro do Detran-AM coloca 28 acusados no banco dos réus
Policial

Esquema de fraudes de documentos dentro do Detran-AM coloca 28 acusados no banco dos réus

Esquema de fraudes de documentos dentro do Detran-AM coloca 28 acusados no banco dos réus
Operação Sanguessuga - Foto: Divulgação

Manaus/AM - Uma rede de corrupção instalada no Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (DETRAN-AM), é o foco de uma série de audiências de instrução e julgamento que ocorrem nestes dias 11, 12 e 13 de março. O esquema, desarticulado pela "Operação Sanguessuga", causou um prejuízo estimado em R$ 30 milhões aos cofres públicos através de fraudes no licenciamento e circulação de veículos de luxo.

As investigações, conduzidas originalmente pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos sob o comando do delegado Cícero Túlio, revelaram que funcionários do órgão e uma rede de despachantes operavam a emissão fraudulenta de documentos. O golpe consistia em retirar as restrições tributárias e de circulação de veículos que gozavam de isenções de ICMS e IPI, incentivos concedidos exclusivamente para o fomento da Zona Franca de Manaus. Pick-ups de alto luxo, que deveriam circular apenas na região delimitada, eram enviadas ilegalmente para outros estados.

Operação Sanguessuga cumpre mandados em prédio de despachantes em Manaus
Policial

Operação Sanguessuga cumpre mandados em prédio de despachantes em Manaus

Antigo Detran

Além da fraude fiscal, o grupo facilitava a "legalização" de milhares de veículos sem condições de circulação por meio de vistorias burladas e comercializava lacres de placas para quadrilhas de clonagem. Durante a deflagração da operação, a Polícia Civil cumpriu prisões contra 28 alvos e apreendeu mais de 30 veículos, além de milhares de documentos e equipamentos eletrônicos. O caso ganhou tamanha proporção que houve compartilhamento de provas com a Polícia Federal, resultando na deflagração da "Operação Francamente", em 2021.

Os envolvidos respondem por uma extensa lista de crimes, incluindo associação criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema, falsidade ideológica, lavagem de capitais e crimes contra a ordem tributária. Caso a tese do Ministério Público seja aceita pela Justiça, os réus podem ser condenados a penas que ultrapassam 20 anos de reclusão.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?