Manaus/AM - A Operação Impacto começa, nesta quinta-feira (04), com o intutito de reduzir os índices de criminalidade em Manaus.
O anúncio foi feito pelo governador do Amazonas Wilson Lima durante a entrega de um pacote de investimentos para reforçar a atuação das forças de segurança no estado, incluindo a nova Base Arpão 2, 15 viaturas e mais de 200 equipamentos de proteção individual e itens ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), somando mais de R$ 12,7 milhões em aportes do Governo do Estado. Também foi anunciada a implantação de outras duas bases fluviais de segurança pública.
Segundo Wilson Lima, com uma metodologia diferenciada, a Operação Impacto vai atuar em bairros e zonas da capital previamente mapeados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), envolvendo efetivos de todos os órgãos do Sistema de Segurança.
“A gente vai fechar aquelas áreas onde há maior incidência de crime para começar a retirar carro roubado, carro clonado, carro envolvido com crime, (cumprir) mandado de prisão que está em aberto”, destacou o governador. “A gente vai fechar o bairro para dar tranquilidade para a comunidade. Essa é a nossa meta para o ano de 2024, é tornar um território de paz essas áreas em que há uma maior incidência de crime na cidade de Manaus”, completou Wilson Lima.
Ainda segundo o governador, será ampliado o Cerco Inteligente de Videomonitoramento, o “Paredão”, composto por mais de 500 câmeras. Lançado em agosto de 2021, o sistema integra o programa Amazonas Mais Seguro, coordenado pela SSP-AM, e possui tecnologia que auxilia diariamente às polícias no combate à criminalidade, com prevenção, investigação e solução de crimes como roubos, furtos e homicídios, que envolvam veículos.
Redução de crimes
Um balanço divulgado em dezembro pela SSP-AM, referente ao período de janeiro a outubro de 2023, apontou redução em indicadores de criminalidade comparado ao mesmo período de 2022 a exemplo de homicídios (12%), latrocínios (30%) e roubos em transporte coletivo (28%), veículos (17%), residências (33%) e estabelecimentos comerciais (15%), fruto de ações das forças de segurança estadual.

