O juiz Mauro Antony, responsável pela da 3ª Vara do Tribunal do Júri, realizou na manhã desta sexta-feira, 20, no Fórum Henoch Reis, a última acareação do caso que envolve a estudante de direito Denise Almeida da Silva, vítima de uma tentativa de homicídio.
Participou do acareação, o réu Rafael Leal dos Santos, responsável por disparar três tiros na vítima. Marcelaine dos Santos Schumann, suspeita de ser a mandante do crime, não esteve presente.
A acareação do réu foi adiada pelo fato de ele e Charles Lopes Castelo Branco possuírem a mesma advogada, mas com conflito de interesses. Após a audiência, Antony afirmou que todos os depoimentos se mantiveram.
“Os acusados afirmaram que foram torturados e os delegados envolvidos no inquérito negaram qualquer tipo de tortura. Cada uma das partes fala uma coisa diferente. Cabe ao juiz filtrar essas informações e saber quem está falando a verdade ou não”, declarou.
O magistrado ressaltou, ainda, que onsegue ter a sensibilidade de avaliar quem está falando a verdade e quem está mentindo. “Só que logicamente é impossível fazer juízo de valor neste momento. Até porque a lei proíbe o juiz de dar sua opinião em um processo no qual ele está atuando. O que posso adiantar é que faltam somente algumas diligências para encerrar a instrução”, disse.
O próximo passo, será a abertura do processo para as alegações finais tanto por parte do Ministério Público, quanto pela defesa. Somente depois disso é que o juiz decidirá se o caso irá a júri ou não.
“É bom ressaltar que não surgiu nenhum fato novo e que tudo o que o acusado Rafael falou no interrogatório, ele confirmou em juízo e os delegados negaram qualquer agressão”, finalizou.

