A mãe de Cristiana Brittes afirmou em depoimento à Justiça na manhã desta quarta-feira (3), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que o jogador Daniel Correia Freitas foi o culpado pela própria morte.
Segundo o G1 Paraná, o atleta foi morto em outubro após a festa de aniversário de Allana Brittes, filha de Edison e Cristiana Brittes. Na época, Edison disse à Polícia Civil que cometeu o crime porque Daniel tentou estuprar Cristiana.
Conforme a investigação, Daniel tirou fotos deitado ao lado de Cristiana, no quarto do casal, antes do crime. O delegado que investigou o caso afirmou que não houve tentativa de estupro.
Gessi Rodrigues, mãe de Cristiana, disse em depoimento que "isso não é brincadeira que se faz". Ela é uma das mais de 40 testemunhas arroladas pelas defesas dos sete réus na audiência sobre o homicídio do jogador.
No depoimento, Gessi Rodrigues afirmou que a filha e a neta são vítimas. "Ele acabou com a minha família. Ela [Cristiana] só estava dormindo, não fez nada", disse.
Nesta terça-feira (2), o pai de Cristiana depôs à juíza da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, Luciani Martins de Paula, e afirmou que se fosse pai de Daniel, teria dado outra educação ao jogador. "Eu diria pro meu filho: 'nunca vá na cama de uma mulher casada'", afirmou.
A defesa da família questionou a mãe de Cristiana se a liberdade de Allana traria riscos ao processo e se a filha de Edison Brittes poderia coagir alguma testemunha caso não estivesse presa, e Gessi afirmou que Allana "jamais faria isso".
O advogado Nilton Ribeiro, que atua como assistente de acusação, questionou se Gessi sabia que Allana tinha mandado mensagens para a família de Daniel após a morte do atleta.
A avô da jovem disse sabia, mas que Allana não iria "falar do pai" e repetiu que o jogador "desrespeitou" a família Brittes.
Seis dos sete réus estão presos desde novembro. São eles: Edison Brittes, Cristiana Brittes, Allana Brittes, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King e David Willian Vollero Silva. Evellyn Perusso, acusada de falso testemunho e denunciação caluniosa, é a única que responde ao processo em liberdade.

