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"Ele confessou sem esboçar nem um pingo de arrependimento", diz delegado sobre chacina em Manaus

"Ele confessou sem esboçar nem um pingo de arrependimento", diz delegado sobre chacina em Manaus
Delegado Ricardo Cunha

Ezenilson Silva de Sousa não hesitou ao ser confrontado pela Polícia Civil: confessou os três homicídios no bairro São Jorge sem demonstrar qualquer sinal de remorso, segundo o delegado Delegado Ricardo Cunha, responsável pelo caso. Ele alegou legítima defesa, dizendo estar em desvantagem numérica diante das vítimas, versão que a polícia classificou como inconsistente com as evidências do local.

A frieza do suspeito chamou atenção também na rotina que manteve depois do crime. Ele não fugiu, foi pagar parte da dívida que tinha com agiotas e voltou para casa, nas proximidades do local onde matou o ex-sogro, a ex-cunhada e um vizinho. Nos dias seguintes, seguiu a vida normalmente, mesmo sabendo que havia uma vítima sobrevivente capaz de identificá-lo assim que recobrasse a consciência.

Segundo a investigação, ele também mentiu ao afirmar que fazia uma entrega de aplicativo às 4h30 da madrugada, horário em que as câmeras o flagraram chegando à residência das vítimas. A contradição ajudou a fechar o cerco contra ele.

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