Juíza nega prisão domiciliar a acusada de esfaquear irmãs em Flores
Manaus/AM – A Justiça do Amazonas decidiu manter a prisão preventiva de Islane dos Santos João, acusada de tentar matar as irmãs Yamiles Coelho Martins e Mila Cristie Coelho Martins com golpes de faca.
A mulher segue foragida, mas a defesa havia solicitado liberdade provisória ou prisão domiciliar a fim de evitar a captura, porém, o pedido foi negado pela juíza plantonista Larissa Padilha Roriz Penna.
Segundo o processo, o crime ocorreu de forma violenta e deixou uma das vítimas em estado grave. A Justiça entendeu que existem provas suficientes contra Islane e que ela representa risco à ordem pública, já que fugiu após o ataque.
“Diante do exposto, e em consonância com o Parecer Ministerial e a decisão anterior que atestou a necessidade da medida extrema, indefiro o pedido de revogação da prisão preventiva de Islane dos Santos João, bem como indefiro o pedido subsidiário de substituição por prisão domiciliar, mantendo-se integralmente a decisão que decretou a custódia cautelar, por subsistirem os fundamentos que a ensejaram, notadamente para a garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, nos termos dos artigos 312 e 313, I, do Código de Processo Penal", diz a decisão.
A defesa também pediu que Islane fosse beneficiada com prisão domiciliar por ser mãe de uma criança menor de 12 anos. No entanto, a magistrada ressaltou que esse benefício não pode ser concedido em casos de crimes graves e praticados com violência.
Com isso, Islane seguirá presa preventivamente até nova análise do caso pelo juiz responsável. O crime aconteceu no dia 30 de dezembro de 2025, no bairro Flores, em uma vila onde a acusada e as vítimas residem.
Veja também
ASSUNTOS: Policial