Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, na manhã desta quinta-feira (12), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 43 anos, localizado em sua residência no Centro de Manaus. O suspeito é investigado por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo aliciamento, armazenamento e divulgação de conteúdo pornográfico infantil. Segundo as autoridades, o indivíduo já possuía uma sentença condenatória de 23 anos em regime fechado por estupro de vulnerável e roubo, e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da detenção.
As investigações tiveram início em São Paulo, após uma criança de 10 anos ser aliciada por meio de redes sociais. O rastreamento de um pagamento via Pix, no valor de R$ 100, permitiu que a polícia identificasse o paradeiro do suspeito. "Ele se passava por um outro perfil, criava um perfil fake e começava a conversar com essas crianças pedindo que elas mandassem conteúdo pornográfico", explicou a autoridade policial responsável pelo caso, delegada Mayara Magna, destacando que o homem fingia ter entre 11 e 12 anos para ganhar a confiança das vítimas.
O método utilizado pelo criminoso é conhecido como grooming, técnica em que predadores sexuais manipulam psicologicamente menores de idade no ambiente virtual. "Ele se utiliza de uma técnica que é muito comum, que a gente chama de 'groom', muito utilizada por predadores sexuais, que você começa a criar perfis fakes em redes sociais e você se passa por crianças e adolescentes", detalhou a polícia. Há indícios de que o suspeito tenha feito vítimas em outros estados, como a Bahia, solicitando imagens íntimas em troca de fotos de outras crianças.
Durante a ação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que passarão por perícia para identificar novas vítimas e verificar a ocorrência de estupro virtual. Na delegacia, o homem optou por permanecer em silêncio. "Ele vai responder por esses crimes agora de armazenamento, de aliciamento e de divulgação e, caso depois que a gente faça a perícia no telefone e a extração, percebamos que existe o estupro virtual, ele também será responsabilizado por isso", concluiu a investigação.

