Homem que guardava mais de 700 materiais pornográficos de crianças é preso no Dom Pedro
Manaus/AM - Um homem de 25 anos, de identidade não revelada, foi preso por armazenar mais de 700 fotos e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes. As investigações, que se arrastaram por meses e deixaram a própria equipe policial abalada com as cenas encontradas, apontam que o suspeito guardava esse material hediondo em sua nuvem digital. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Débora) da Polícia Civil do Amazonas, em ação com a Polícia Federal.
As investigações foram iniciadas em maio deste ano, após informações de inteligência policial apontarem a atividade criminosa do suspeito. Foi constatado que, em um período de 10 dias, o homem fez o upload de mais de 737 imagens contendo cenas de abuso de crianças e adolescentes para o seu Google Drive. A natureza hedionda do material impactou profundamente a equipe de investigação, que precisou analisar o conteúdo para avançar no caso. A identificação do suspeito permitiu a solicitação do mandado de prisão.
Durante a ação, foram apreendidos três celulares, um HD externo e dois pendrives, que serão cruciais para a continuidade das investigações e para a tentativa de identificação das crianças e adolescentes vítimas. O material, que ele teria obtido em redes sociais, não mostrava o preso nas cenas. A Delegada à frente da operação, Mayara Magna, fez um alerta sobre a natureza destrutiva deste tipo de delito, explicando como ele alimenta o ciclo da violência:
"É importante alertar que esse tipo de crime, ele deve ser repudiado, mas além de tudo, ele fomenta a prática de crime de estupro e a prática de crimes sexuais. Porque para que eu possa compartilhar algo, alguma criança já foi abusada antes."
A Delegada reforçou que o crime de armazenamento de pornografia infantil é agora considerado hediondo, refletindo sua seriedade e o fato de que ele precede e estimula o abuso sexual. Ela destacou a facilidade com que esse tipo de material se espalha: "É um crime tão rentável, porque com um simples clique, uma imagem ela pode ser compartilhada várias vezes. Ela é mais rentável às vezes do que até o próprio tráfico, porque você tá com um clique só distribuindo e vendendo e colocando aquela criança várias vezes como vítima".
A Polícia Civil do Amazonas reafirmou seu compromisso em proteger a infância e a adolescência no estado e garantiu que as investigações para identificar todas as vítimas e coibir essa prática continuarão. O homem segue à disposição da Justiça para responder pela sua conduta. A Delegacia Débora fez um apelo final, pedindo que a população utilize os canais 191 e 197 para denunciar qualquer forma de violência ou exploração sexual de crianças e adolescentes.
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