Fogueira em área de mata revelou esconderijo de suspeito de matar filho em Manaus
Manaus/AM - Uma operação de guerra mobilizou o sistema de Segurança Pública do Amazonas durante este final de semana para capturar Fernando Melo, suspeito de assassinar o próprio filho de 3 anos no bairro Cidade de Deus. A caçada humana concentrou-se na densa área de mata do Parque Mosaico, uma região de difícil acesso que corresponde à extensão de 111 campos de futebol.
Estratégia do cerco
O Secretário Executivo de Operações da SSP, Coronel André Ribeiro, destacou que o sucesso da missão deveu-se à integração total das forças. "Utilizamos todos os meios disponíveis: aeronaves do Departamento Aéreo, drones da Polícia Militar e o sistema 'Paredão'. As câmeras nos confirmaram que o infrator estava isolado naquela região, sem auxílio externo", afirmou.
Apesar de rumores de que o suspeito teria fugido para a Zona Leste, a cúpula da segurança manteve o foco no Parque Mosaico. O local, descrito como uma área densa, encharcada e repleta de igarapés, foi monitorado durante toda a madrugada para evitar qualquer brecha de fuga.
A captura ocorreu após um trabalho persistente de varredura. Segundo o Subcomandante-Geral da PM, Coronel Thiago Balbi, a guarnição da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), composta pelos soldados Alan Igor e França, avistou uma fogueira em meio à vegetação fechada.
Ao ser abordado pelos policiais, o suspeito, Fernando Melo, tentou uma última manobra para enganar as autoridades: afirmou que estava na área de mata apenas realizando "exercícios físicos". Diante da inconsistência da resposta e do estado do indivíduo, os policiais solicitaram reforço imediato e efetuaram a prisão.
Tecnologia
A operação foi um desafio logístico e técnico. Para cobrir os 111 campos de futebol de área de mata, a polícia utilizou:
Drones Termais: Para detectar o calor corporal no escuro da floresta.
Cães Farejadores: Equipes da Companhia de Cães e do Corpo de Bombeiros trabalharam na localização de rastros.
Monitoramento Fixo: Viaturas foram posicionadas em pontos estratégicos, como a Ponte Rio Negro, para impedir que o homem saísse da capital.
Relembre o caso
O crime ocorreu após uma discussão sobre pensão alimentícia. Fernando Melo teria levado o filho, Manuel, para o banheiro sob o pretexto de dar banho e tirado a vida da criança por asfixia. O avô da vítima, que estava na residência, encontrou o neto já sem vida após arrombar a porta do banheiro. O suspeito fugiu em uma motocicleta, que foi encontrada abandonada atrás de um cemitério, dando início à megaoperação de busca.
Agora sob custódia, o infrator responderá pelo crime de infanticídio e pelas ameaças proferidas contra a mãe da criança.
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