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Família acusa polícia de confundir guarda-chuva com fuzil e matar morador de favela

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Família acusa polícia de confundir guarda-chuva com fuzil e matar morador de favela
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Um morador no Morro Chapéu-Mangueira, no Leme, zona sul do Rio, foi morto na noite desta segunda-feira (17) após policiais militares atingi-lo com dois tiros --um no peito e outro na perna.

Segundo UOL, um primo da mulher da vítima, Rodrigo Serrano, 26, foi baleado por PMs da UPP que confundiram o guarda-chuva que ele segurava com um fuzil.

Alexandre de Freitas, 32, disse que Serrano havia subido a ladeira do Leme e aguardava a esposa e os dois filhos que estavam em uma kombi subindo a favela quando foi morto. "Ele estava num lugar um pouco escuro. Estava esperando a mulher e foi baleado com dois tiros de fuzil. Não havia confronto na comunidade. Tanto que é que os policiais não apresentaram nenhuma arma na delegacia. Ele estava com a carteira de trabalho no bolso. Inclusive, ficou toda ensanguentada", disse Freitas.

Durante a ação, outro morador, identificado como Jonatas Rodrigues, 21, foi atingido de raspão na costela e encaminhado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Ele teve alta na madrugada desta terça-feira (18).

Procurada, a Polícia Militar disse que uma guarnição do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP) foi atacada quando passava pela localidade do Bar do Davi, onde Rodrigo foi morto. A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o caso.

Serrano trabalhava como vigia de um bar no Leme. Era casado há 7 anos e tinha dois filhos --um de quatro e outro de 10 meses.

A família confirmou que ele tinha passagem pela polícia por roubo, mas garantiu que o morador estava feliz no novo emprego que conseguiu após passar por um período desempregado.

 

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