Manaus/AM - Mario Pascoal de Brito Romario, suspeito de se passar por funcionário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), para aplicar golpes, escolhia principalmente médicos como vítimas e usava o próprio filho para se aproximar delas.
“Ele escolhia principalmente médicos e profissionais da área da saúde. Inclusive, ele utilizava o próprio filho, uma criança fazendo com que esses médicos prestassem atendimento a esse filho. Posteriormente ele voltava à clínica e falava que tinha interesse em retribuir aquela ação e se passava por funcionário do TJAM”, explica o delegado Cícero Túlio.
Advogados também eram alvos do homem. A partir daí, o golpe começava, Mario começava a oferecer lotes de veículos destinados a leilões judiciais com a “facilidade” de que as vítimas não precisariam concorrer aos mesmos e sim fazer a compra direta.
Em troca dessa “facilidade”, ele pedia grandes quantias em dinheiro. Segundo a polícia, o golpe lhe rendeu um lucro de ao menos R$ 1,5 milhões nos últimos seis meses.
Uma vez pagos, as vítimas não recebiam o veículo e muito menos conseguiam reaver os valores. “Ele ainda tentava negociar o pagamento, sempre ludibriando essas vítimas fazendo com que elas acreditassem que ele iria efetuar os pagamentos, quando na verdade, ele não tinha nenhum interesse em pagar os golpes que eram praticados”, diz o delegado.
Umas das vítimas chegou a pagar cerca de R$ 120 mil por um lote com cinco carros nacionais e importados, outra pagou R$ 700 mil por outro lote que nunca existiu.
Além de funcionário do TJAM, o homem também se apresentava como parente de desembargadores e juízes.
Após uma série de 10 denúncias, a Justiça determinou a prisão do acusado e ele foi detido dentro do condomínio de luxo onde mora na Ponta Negra, nesta quarta-feira.
A polícia convoca outras pessoas que foram vítimas a registrarem denúncia contra ele. As investigações continuam para apurar a participação de outras pessoas no esquema criminoso.
"Uma das vítimas relatou que em determinado momento ele teria comparecido ao local de trabalho dessa vítima com uma outra pessoa se dizendo um pastor (...) Existe a possibilidade da participação de outras pessoas porque esse suspeito levava as vítimas para verificar e visualizar estes veículos em alguns locais”, ressalta Cícero Túlio.



