O homem de 52 anos que estuprou quatro netas da companheira no Tancredo Neves aproveitava as visitas das crianças à avó acamada para cometer os crimes. Além de molestar as vítimas, ele ameaçava consumar o estupro por meio da penetração e as intimidava para não revelar os abusos, dizendo: “Vai doer”.
A delegada Kássia Evangelista, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), revelou detalhes chocantes da investigação. Segundo ela, os abusos começaram quando as meninas tinham cerca de 5 ou 6 anos e se prolongaram por vários anos.
“Ele se comportava como um verdadeiro predador. Aproveitava-se da proximidade familiar e atraía as crianças para o quarto, sob o pretexto de assistir desenhos animados, e ali praticava diversos atos libidinosos”, afirmou.
Os depoimentos colhidos em escuta especializada confirmaram que o homem ameaçava as menores com frases como “se contar, eu vou bater” e “vai doer”, para manter o silêncio. Uma das vítimas, hoje adolescente, relatou que chegou a ser fotografada e chantageada com a divulgação das imagens.
“As ameaças eram sutis, mas constantes. Ele escalonava os abusos e intimidava para garantir que não houvesse denúncia”, acrescentou a delegada.
A denúncia foi feita pela mãe de três das meninas, que ao tomar conhecimento dos abusos levou imediatamente as filhas à delegacia. Exames de corpo de delito confirmaram a materialidade dos crimes, inclusive com indícios de conjunção carnal na vítima de 14 anos, que começou a ser abusada pelo homem quando ainda tinha 5 anos.
Três vítimas são irmãs e a quarta é prima delas. Todas moravam com os pais, mas costumavam visitar a avó durante os feriados e fins de semana, momento em que os crimes ocorriam.
A avó das crianças, gravemente doente e acamada há três anos, não tinha conhecimento dos crimes.
“Ela está em estado crítico de saúde e não tinha qualquer possibilidade de reação. Era completamente inocente acerca do que acontecia dentro da própria casa”, destacou Kássia Evangelista.
Com base nas provas, a Justiça deferiu o pedido de prisão preventiva. O homem foi preso na terça-feira (24), permaneceu em silêncio durante o interrogatório e já passou por audiência de custódia, estando agora à disposição do Poder Judiciário.


