A tragédia que tem assolado o estado do Rio Grande do Sul também com que animais perigosos aparecessem em residências alagadas. O Corpo de Bombeiros confirmou que populares têm reportado a presença de piranhas pela capital gaúcha.
Pescadores locais afirmam que a presença desses peixes nos rios da região já gerava preocupações há pelo menos três anos, devido aos danos causados ao ecossistema local. O desequilíbrio ecológico ocorre porque a piranha não é nativa da área e acaba atacando outras espécies que não fazem parte de sua cadeia alimentar natural.
Uma possível solução discutida seria o aumento da população de peixes-dourado no Jacuí, já que eles são predadores naturais da piranha. Contudo, a introdução dessa espécie poderia representar um risco para outras espécies de peixes, uma vez que o dourado também se alimenta delas.
Especialistas da UFRGS apontam que, apesar de provocar acidentes, as piranhas não representam uma ameaça direta aos seres humanos.
Em condições normais, a espécie é mais ativas durante o dia, embora alguns indivíduos possam continuar se alimentando à noite. Elas preferem águas rasas, mas tendem a permanecer próximas ao fundo. As larvas e os filhotes se escondem e se alimentam em meio a emaranhados de raízes de aguapés, que também facilitam a dispersão da espécie.
Vale lembrar que uma equipe de surfistas que auxiliou no resgate de vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul relatou ter encontrado diversos jacarés na cidade de Eldorado do Sul.


