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Vanessa pede a governo e servidores da educação que mantenham as negociações

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Continuidade do diálogo. Foi o que pediu a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ao Governo e aos representantes dos professores e servidores das universidades federais que participaram, nesta quarta-feira (29/08), de audiência pública na Comissão de Educação do Senado, sobre a greve de três meses das universidades públicas. A senadora é autora do requerimento que gerou o debate.

Para Vanessa, ambas as partes têm que manter abertos os canais de negociação e demonstrar disposição de dialogar. Ela considera que o problema da educação no Brasil só estará resolvido no momento em que este tema for tratado com prioridade. Defendeu para isso 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, que segundo ela, podem ser viabilizados com a destinação de 50% dos royalties do petróleo para a educação.

A senadora ressaltou que o governo Dilma tem boa vontade com a educação, e citou como exemplo os investimentos que vem sendo feitos na expansão do ensino superior e técnico. “Venho do Norte, do Amazonas, onde antes não tinham universidades no interior, e hoje têm. Em alguns, a educação superior é presencial e em outros é por meio de ensino à distância. O ensino técnico, por meio das Escolas Técnicas, também se multiplicou”, lembrou a senadora.

Porém, Vanessa ressaltou que expandir não basta. “A expansão tem que vir junto com a qualidade. Temos que trabalhar uma política de valorização do processo educativo de todos os níveis, desde o fundamental até a educação superior”, defendeu Vanessa.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, afirmou que o Brasil vive um “momento de efervescência no debate educacional”, pois, além da maior greve da última década, o país promove o “grande debate do Plano Nacional da Educação”. Ele endossou a defesa da senadora Vanessa da destinação de 10% do PIB para a educação por meio do uso de verbas provenientes dos royalties do petróleo e do Fundo Social que contará com recursos da venda de petróleo obtido na camada pré-sal.

A coordenadora geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica, Elane Mafra, enfatizou que para o Brasil se tornar um país desenvolvido será necessário “valorizar o profissional da educação”. Ela emocionou-se ao dizer que tinha orgulho de ser proveniente da educação pública.

Participaram ainda do debate: a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Silva Oliveira;  representante da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação nas Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), José Almiran Rodrigues; presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim de Oliveira; o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Henrique Pessoa Lins, que representou o governo; e vários senadores e senadoras.

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