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Madeira apreendida será doada a vítimas de enchente

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 Com a cheia a comprometer o dia a dia de muitos municípios do Amazonas, o Governo do Estado, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), está doando à Defesa Civil de Manacapuru 52,42 m3 de madeiras apreendidas em socorro às famílias atingidas pela enchente.


A madeira foi apreendida por extração ilegal durante operação realizada pelos fiscais e técnicos das gerências de fiscalização e inteligência do Ipaam, entre 18 e 21 de abril, nos municípios de Manacapuru e Novo Airão, respectivamente a 68 Km e a 115 Km de Manaus.


Do lote de madeiras apreendidas, os fiscais encontraram 21,58 m3  - serradas e em toras - em duas serrarias instaladas clandestinamente na sede do município de Manacapuru. O restante (30,84m3) estava dentro da floresta em áreas de proteção ambiental com acesso pela Rodovia AM 352 que liga Manacapuru a Novo Airão.


Além da apreensão da madeira extraída ilegalmente, os infratores foram multados, as serrarias clandestinas lacradas e também um caminhão foi apreendido.


“Os infratores estão retirando a madeira à noite e na madrugada para burlarem a lei e venderem às serrarias já previamente contatadas, formando uma cadeia de ilegalidade”, comentou o técnico do Ipaam que coordenou a Operação e cujo nome está sendo preservado.


Madeira social – Ao falar sobre a doação da madeira à Defesa Civil de Manacapuru, o presidente do Ipaam, Antonio Stroski, disse que “nada é mais oportuno e urgente” uma vez que o órgão municipal de Defesa Civil vem apoiando o Instituto na retirada e transporte da madeira ilegal da floresta até a sede do município e, agora, tem necessidade desta matéria prima para socorrer os atingidos pelas águas. Stroski salientou ainda a importância de somar ao esforço do Governador Omar Aziz de socorrer as vítimas de enchente no Estado.


Conforme a coordenadora municipal de Defesa Civil de Manacapuru, Francisca Elma Pinheiro Magalhães, a madeira será usada para construir pontes de acesso, elevar o assoallho de casas onde possa ser utilizada essa estratégia, fazer divisórias nos atuais abrigos improvisados em prédios públicos e outros usos emergenciais.


A cheia atinge mais de 1,6 mil famílias na área urbana. Apenas no bairro Correnteza, 638 famílias foram afetadas pela enchente, tendo atingido diretamente 2.938 pessoas. Cerca de 60 famílias já foram transferidas para alojamento. “O número de famílias afetadas vai aumentando a cada dia que passa. Tem gente vindo do interior de Manacapuru para a sede do município. Temos dificuldade em conseguir madeira por meio das serrarias locais para atender as necessidades”, declarou Francisca Elma.


Cerca de 2,5 km de pontes em Madeira foram construídos pela prefeitura de Manacapuru até o final da última semana com o objetivo de dar acesso a centenas de moradores da zona urbana da cidade atingidos pela subida das águas do rio Solimões.

Outras ruas, como a Afonso Pena, no bairro da Correnteza; Miriti, no Biribiri, assim como as Avenidas Quintino Bocaiuva e Getúlio Vargas, no centro, também já são servidas por pontes.  Até o momento, a grande maioria dos moradores atingidos pela cheia continua em suas casas, mas é certo que muitas serão removidas para abrigos.

Conforme balanço publicado pela Defesa Civil do Amazonas, os municípios de Urucurituba, Careiro da Várzea, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara, Caapiranga, Tapauá, Anori e Anamã foram os últimos a decretarem situação de emergência. Outros 14 municípios já recebem ajuda humanitária. Em todo o Estado, 36,9 mil famílias foram afetadas pelas cheias dos rios amazônicos.




 

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