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Julgamento de Macaxeira é adiado

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O julgamento do réu Elmar Libório Carneiro, o “ Macaxeira”, acusado de participação na chacina ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em 2002, foi adiado na manhã desta quinta-feira.   O defensor público Clóvis Roberto Barreto, que realizaria a defesa do réu, se colocou em suspeição para acompanhar o julgamento. Uma nova data será marcada para que “Macaxeira” seja levado a júri popular no ano que vem.


A alegação do defensor público se deu logo na abertura dos trabalhos e surpreendeu os presentes no auditório do Fórum Ministro Henoch Reis, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), localizado no bairro São Francisco, Zona Centro-Sul de Manaus. Em sua justificativa, Barreto informou que, à época da chacina, defendeu os interesses da família de um dos detentos assassinados, Lindemberg Maia Littaif, e que o fato poderia impedir a relação de confiança entre as partes, pois “Macaxeira” não teria uma defesa técnica. Segundo o defensor público, ele tomou conhecimento da situação no dia anterior à audiência.

O juiz Mauro Antony, que dirigia a sessão, solicitou a manifestação do representante do Ministério Público do Estado (MPE-AM), promotor de Justiça Ednaldo Medeiros, que foi desfavorável à suspeição do defensor. Na avaliação do promotor, o processo no qual o defensor atuou anteriormente se tratava de um procedimento civil, não implicando na atuação penal. Da mesma forma, o juiz reafirmou que a lei não coloca impedimento nesse tipo de situação.

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